Projeto Abcdário da Cidadania -
Escola de Informática

 

DEFNET
BRASIL CIDADÃO.COM

Construindo um Grande Futuro

OUTUBRO 2001

PLATAFORMA POLÍTICA

O PROJETO ABCDÁRIO DA CIDADANIA - ESCOLA DE INFORMÁTICA, tem como proposta a formação e qualificação dos deficientes para o mercado de trabalho e sintoniza-se perfeitamente com as ações estratégicas governamentais que têm apontado para uma atuação mais direta das empresas em projetos que promovam, fundamentalmente, a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A igualdade de oportunidades para todos os cidadãos faz parte de uma luta na qual todos estamos empenhados e que se expressa através desta plataforma política.

  • Divulgar a proposta do ABCDÁRIO DA CIDADANIA - ESCOLA DE INFORMÁTICA para as empresas, tendo em vista possibilitar o conhecimento e a avaliação dos benefícios sociais de um projeto de formação e qualificação, com as características especificadas.
  • Incrementar parcerias e alianças estratégicas, tendo em vista a inserção de pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho, em condições de responder à demanda das organizações.
  • Promover permanentemente a excelência do trabalho cooperativo, fomentando a participação e a integração das empresas e das comunidades em projetos de cidadania.
  • Desenvolver ações sociais que visem promover e dignificar o ser humano.

 

PROJETO ABCDÁRIO DA CIDADANIA – ESCOLA DE INFORMÁTICA

APRESENTAÇÃO DO PROJETO

O ABCDÁRIO DA CIDADANIA – ESCOLA DE INFORMÁTICA é um projeto em parceria do DEFNET e do BRASIL CIDADÃO.ORG, para formação e capacitação, em informática, de pessoas portadoras de deficiência, que conta com o apoio do COMITÊ PARA DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMÁTICA (CDI) e tem por objetivo a inclusão e inserção de deficientes no mercado de trabalho, com dignidade, respeito e autonomia.

As novas diretrizes do Decreto 3.298/99, em complemento à Lei 8.213, garantem a adequação ambiental, a igualdade de oportunidades no acesso ao trabalho para pessoas portadoras de deficiências e o cumprimento da cota de reserva de vagas, para empresas com mais de cem funcionários.

Essas diretrizes apontam para a necessidade do cumprimento de diversos itens relacionados à adaptabilidade do espaço físico e às condições de trabalho para os portadores de deficiência, observando cada disfunção/limitação e as regras de acessibilidade que as acompanham.

Este projeto representa um trabalho efetivo de entidades, empresas, profissionais especializados e deficientes que, num esforço conjunto, procuram viabilizar a concretização de um trabalho de interesse público quanto à inserção do deficiente no mercado de trabalho, em condições de dar respostas adequadas às demandas das empresas.

A garantia de formar e colocar profissionais com deficiência no mercado é um desafio que todos os envolvidos neste projeto assumem, com muito entusiasmo e responsabilidade.

O DEFNET - Centro de Informática e Informações sobre Paralisias Cerebrais, com sede e foro na Cidade do Rio de Janeiro, RJ, é uma organização não-governamental que foi fundada em junho de 1996, por iniciativa de Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade, seu atual Presidente. Fazem parte pais, como ele, de pessoas com deficiência, profissionais, técnicos, amigos e parentes, assim como os próprios deficientes. É considerado uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que tem promovido ações sociais rumo à inclusão social de pessoas com necessidades especiais, com atividades ligadas à comunidade local do Catete e intervenções em todo território nacional com seu trabalho pioneiro, via Internet, através do site www.defnet.org.br. O site do DEFNET foi o primeiro sobre Paralisias Cerebrais em português. Atualmente, é um portal de informações e conhecimentos sobre todas as deficiências, bem como um polo difusor de informações sobre o uso de novas tecnologias para e com pessoas com deficiências, tendo como ênfase a informática aplicada ao processo educacional, com uma visão inclusiva, ampliada e consolidada no combate à diversas formas de exclusão à que somos submetidos.

O DEFNET assume importante papel, como parte integrante do projeto ABCDário da Cidadania, que em específico irá formar e qualificar, em informática, cidadãos com deficiências.

O BRASIL CIDADÃO.Org tem como parte da sua missão atuar junto às pessoas com deficiência, comunidades carentes e grupos marginalizados da sociedade. Para atender às comunidades e grupos, os projetos têm como premissa a causa da cidadania e seus mecanismos de ação estão voltados para o atendimento das necessidades do terceiro setor com competência e eficácia

Para facilitar a formação de pessoas mais conscientes de sua responsabilidade como sujeitos do história, o BRASIL CIDADÃO.ORG tem procurado desenvolver uma metodologia que possibilite a integração entre teoria e prática, tendo em vista a construção de uma proposta pedagógica que oriente uma dinâmica específica dos trabalhos com o portador de deficiência.

O BRASIL CIDADÃO.ORG iniciou suas atividades, em 1999, atuando na Criação de sites para ONGs e instituições assistenciais , tais como: Projeto Renascer, que faz trabalhos com dependentes químicos, Projeto SOS Carentes, que atende comunidades carentes e Escola Especial Dr. Rafael Parisi, que visa atender pessoas com deficiência de um modo geral.

No momento, a proposta é ampliar seu campo de atuação abrangendo:

  • Escola de Informática para Deficientes
  • Promoção de Seminários, Cursos e Atividades que visem a Formação, Qualificação, Colocação do Deficiente no Mercado de Trabalho e sua Integração na sociedade.
  • Elaboração de Banco de Dados com Currículos de Profissionais Deficientes.
  • Criação de um jornal virtual semanal

O estabelecimento de parcerias com empresas que têm como parte das suas preocupações uma atuação mais efetiva no campo social permitirão ao DEFNET e ao BRASIL CIDADÃO.COM a realização desse projeto. As empresas parceiras poderão oferecer sua colaboração através de recursos financeiros, de material de apoio, de indicação de voluntários etc. sempre tendo em vista a vinculação dos princípios da organização com as diretrizes e especificidade do projeto.

O projeto já recebeu o apoio do Comitê para Democratização da Informática (CDI) que é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que promove programas educacionais e profissionalizantes (Escolas de Informática e Cidadania), com o objetivo de reintegrar os membros de comunidades pobres, principalmente crianças e jovens, diminuindo os níveis de exclusão social a que são submetidos no Brasil e em todo o mundo. Além de desenvolver o trabalho pioneiro de levar a informática às populações menos favorecidas, o CDI promove a cidadania, alfabetização, ecologia, saúde, direitos humanos e não-violência, através da tecnologia de informação.

O CDI atua através de parcerias com organizações comunitárias que, hoje, já são cerca de 311 EICs no Brasil, mais 25 nos CDIs internacionais, registrando mais de 94.000 estudantes. O CDI fornece a estas escolas auxílio técnico, treinamento de professores e desenvolvimento do programa de estudos (metodologia), além de fornecer software e equipamentos de informática arrecadados através de campanhas de doação. As EICs oferecem treinamento nos pacotes básicos de software, tais como Windows, Word e Power Point, e têm como meta maximizar as oportunidades no mercado de trabalho para jovens das comunidades.

 

JUSTIFICATIVA

A partir da constatação de que as pessoas com deficiência encontram-se marginalizadas no processo de reconhecimento de sua cidadania, faz-se necessário recusar a exclusão, a segregação e os preconceitos que as cercam, providenciando práticas de equiparação de direitos. O direito ao conhecimento, através da educação, é primordial para o acesso dessas pessoas às relações políticas e sociais igualitárias, como verdadeiros cidadãos.

Os dados referentes a inserção dos deficientes no mercado de trabalho são dramáticos. Dos 16 milhões existentes no Brasil, apenas 180 mil estão empregados, e a justificativa dos empresários para tamanha exclusão é que essas pessoas são preteridas por não terem o treinamento adequado. Não basta, portanto, a existência de leis que obriguem as empresas a contratar uma percentagem de funcionários deficientes, de acordo com o número de empregados que possuem, se não houver pessoal qualificado para preencher as vagas oferecidas.

Ter conhecimento básico de Informática é, atualmente, condição determinante para que qualquer cidadão seja admitido na maioria dos cargos oferecidos, mesmo sendo numa empresa de pequeno porte. É difícil encontrar um curso de informática com máquinas adaptadas às limitações de cada deficiente, programas que atendam às suas necessidades além de instrutores gabaritados para ensiná-los. Como discurso protecionista não ajuda, é preciso atuar de forma a abrir espaço para que o deficiente encontre sua realização profissional e inclusão social. O projeto visa colocar essa idéia em prática, oferecendo recursos que atendam às necessidades da clientela, em questão.

 

OBJETIVOS DA ESCOLA DE INFORMÁTICA E CIDADANIA

  • Capacitar os alunos na utilização das linguagens básicas: WINDOWS, WORD E POWER POINT.
  • Tornar a escola um centro de produção de conhecimentos sobre as peculiaridades e necessidades especiais de educandos com deficiência, incentivando a pesquisa e a publicação das experiências.
  • Estabelecer parceria com empresas de recursos humanos, tendo em vista a colocação dos alunos qualificados no mercado de trabalho, de acordo com as competências desenvolvidas.
  • Criar Centros de Formação de Educação Inclusiva, para atendimento de deficientes, a partir desta experiência piloto, com a participação ativa de professores e educadores envolvidos no processo ensino-aprendizagem.

 

OBJETIVOS DO PROJETO

  • Promover o fortalecimento da auto-estima e desenvolver o espírito crítico de cada aluno, através de informações sobre noções de cidadania e de direitos humanos.
  • Dar oportunidade ao cidadão de se integrar socialmente, através do desenvolvimento e do aprimoramento de suas potencialidades.
  • Formar pessoas com deficiência em informática para inclusão no mercado de trabalho.
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