Tratamento Oftalmológico Precoce
Consideramos a precocidade da intervenção por oftalmologista na avaliação de uma criança com Paralisia Cerebral um ato médico que deve fazer parte dos primeiros cuidados com a criança com este diagnóstico, se possível ainda no período Neonatal.
As crianças com PCs apresentam um grande número da alterações oculares, pois um bom número delas tem algum grau de hipermetropia, miopia ou astigmatismo, ou seja erros de refração, e mais da metade delas necessitará de uma correção óptica (óculos) ou mesmo de recursos outros, como os utilizados para a visão subnormal (baixa-visão), caso tenham outras complicações oculares associadas (por exemplo, fibroplasia retrolenticular).
Uma das mais freqüentes alterações oculares que acometem as crianças com PC são os Estrabismos (desvio ocular), que recebe o nome de discinético, pois pode variar de uma esotropia (estrabismo convergente) até uma exotropia (estrabismo divergente), sendo às vezes acentuados por outros distúrbios como os nistagmos (tremor ocular).
Estas alterações podem e devem ser precocemente atendidas e receberem atenção e cuidados oftalmológicos, pois quanto mais cedo se intervém maior é possibilidade de correção.
Neste sentido a orientação dos familiares sobre as posições adotadas pelas crianças em atividades da vida diária e seu comportamento visual podem alertar e providenciar este tipo de intervenção precoce, um exemplo é o de crianças que precisam estar muito próximas do material escolar, dos brinquedos ou da televisão, ou mesmo das pessoas que as rodeiam para que demonstrem estar enxergando, ou pelo contrário as que demonstram desinteresse persistente para estas situações, podem ser crianças com um déficit visual a ser tratado.
Segundo orientação de oftalmologistas as crianças com PC devem ser submetidas a este tipo de exame aos 3, 5 e 7 anos de idade, mesmo que não apresentem nenhuma alteração ocular ou diagnóstico prévio de problemas visuais.