Pressupostos Teóricos e Filosóficos da Educação
de Alunos Com Necessidades Educacionais Especiais
(Resumo)

Prof. Dr. Marcos José da Silveira Mazzotta
Professor Titular da Universidade Mackenzie
Livre-Docente da Universidade de São Paulo

I Seminário Sobre A Educação Inclusiva No DF
I Fórum De Educação Especial das Instituições de Ensino Superior No DF
Brasília, 7 a 9 de outubro de 1998
 

Discutir a Educação de "alunos com necessidades educacionais especiais" implica resgatar o sentido da "Educação Especial", ainda que isto possa desagradar aos que se colocam à frente das discussões sobre "Educação inclusiva", já que , diante de "necessidades educacionais especiais", a Educação escolar deve responder com situações de ensino aprendizagem diferentes das organizadas usualmente para a grande maioria dos educandos, ou seja, das situações comuns de ensino ou ensino regular.

Na reflexão e estudo da relação entre os educandos e a Educação escolar, duas vias de análise podem ser utilizadas: a visão estática ou por dicotomia e a visão dinâmica ou por unidade. Pela primeira, os educandos são percebidos como comuns ou "especiais" (diferentes ou deficientes ou anormais, etc) e a educação escolar caracterizada como comum ou especial, visualizando-se uma correspondência necessária entre alunos comuns e escolas comuns de um lado, e, de outro, alunos "especiais" e escolas ou classes especiais. Pela segunda, entende-se que cada educando na relação concreta com a Educação escolar pode demandar uma situação de ensino aprendizagem comum, especial ou uma situação combinada (comum e especial), ou, ainda e preferencialmente, uma situação compreensiva (inclusiva).

Defendo a abordagem dinâmica como aquela que possibilita a melhor compreensão da relação educando-educação escolar e comporta a organização de situações de ensino-aprendizagem mais condizentes com as necessidades educacionais a atender.

No contexto da sociedade democrática que pretendemos construir, temos que propugnar por uma educação de qualidade para todos, seja através da "escola democrática", da "escola para todos", da "escola compreensiva", da "escola integradora", da "escola inclusiva" ou da "escola candanga". O fundamental é compreendemos que sua concretização depende de cada um e de todos nós, já que a inclusão ou não segregação implica essencialmente um sentimento ou atitude de respeito ao outro como cidadão. E, tal proposta não comporta qualquer exclusão, sob qualquer pretexto.

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Copyright © 1999 Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
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